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Tendências e inovações do Varejo 4.0

A revolução 4.0 mudou o varejo brasileiro e despertou, nas marcas, a necessidade de reinvenção no ponto de venda com o uso de novas tecnologias, ressaltando a importância da capacitação dos profissionais de trade marketing, fundamentais para o bom andamento do negócio.

Em 2017, o varejo online no Brasil cresceu 8%, enquanto o presencial acumulou pouco menos de 2%, fato que representa um aumento mesmo em um ano de crise. A logística integrada, a melhoria da navegação nos sites e a ampliação dos marketplaces – grandes nomes do comércio eletrônico montam uma espécie de shopping virtual em que lojas menores vendem seus produtos – são apontados como motores desse crescimento digital.

Com este novo cenário do varejo, é preciso maximizar a experiência do produto, considerando que os omnishoppers valorizam todos os modelos de compras. É preciso encantar o shopper all-line, que está presente em todas as plataformas; entender o seu perfil e oferecer uma experiência de consumo que atenda às suas expectativas.

Um exemplo deste consumidor omnichannel, é aquele que entra na loja física e usa seu smartphone durante todo o processo de experiência, fotografa os produtos que mais gosta, mas deixa a loja sem finalizar a compra. Segundo estudos de comportamento, o showrooming é atualmente a forma mais comum de omnishopping – quando o consumidor vê o produto em uma loja física, mas compra no site do varejista.

Ao liderar sua própria jornada de consumo, quando esse shopper chega em casa, ele entra no e-commerce, pega o voucher digital e usa esse desconto para comprar, mas não quer esperar quatro dias. Ele quer a conveniência de saber qual loja física mais próxima, tem estoque disponível para programar a retirada do produto para o dia seguinte, após o aviso da loja. Dessa maneira, ele conclui a jornada de compra em um cenário 4.0: começou na loja física, foi ativado por push, finalizou por e-commerce, foi até a loja e retirou o produto.

Toda essa jornada de compra envolve muita inteligência tecnológica: mobile marketing, QR Code e e-commerce, totalmente conectados com o estoque da loja para informar ao cliente onde há o produto. No entanto, para alcançar esse estágio de experiência de compra, há muito aprendizado a ser conquistado, principalmente no trade, que deve oferecer um atendimento que integre ferramentas de tecnologia e uma equipe de vendas bem informada, devidamente up date com as novas tendências e necessidades de consumo.

Este cenário de transformações no setor varejista brasileiro foi destacado no estudo Loja 4.0, realizado pelo OasisLab, e que desenhou um panorama das startups brasileiras. Segundo o estudo, a loja física continua sendo uma referência importante para o varejo contemporâneo, que busca no tradicional PDV, um mix de conveniência e imediatismo. Entretanto, tecnologias mais acessíveis e amigáveis ao consumidor, como smartphone, tablets e wearables, serão ferramentas fundamentais na interação entre loja e consumidor.

Neste contexto de inovação e novos caminhos do varejo, o trade marketing está se moldando às necessidades específicas de cada mercado e ao shopper, com o uso de informações enviadas em tempo real do ‘front’ de vendas para planejar ações on e offline, e gerar resultados para as marcas e seus consumidores.

Marcelo Chianello é CEO Corporativo da Liq

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